segunda-feira, 4 de outubro de 2010


"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."


Gabriel García Márquez

3 comentários:

  1. Muito linda Mary, essa mensagem adorei....bjãooo

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  2. as pessoas passam por essa vida sem viver grandes emoções!nem falar oq sentem e oq pensam.....
    Por isso me identifiquei com esse poema pois acho q as pessoas tem q viver a vida plenamente ou tudo ou nada,ter a coragem de expressar oq realmente sentem não se esconderem atras de um sorriso forçado ou de uma lágrima sem sentimento...
    Pois realmente nada é pra sempre.

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  3. Adorei, diz tudo!!!
    Idem...

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